
O Brasil passou a integrar uma lista elaborada pelos Estados Unidos que reúne cerca de 60 países considerados insuficientes no combate à circulação de produtos ligados ao trabalho forçado. A medida pode abrir caminho para uma nova tarifa de 12,5% sobre mercadorias brasileiras exportadas ao mercado norte-americano.
A possível cobrança surge em meio às discussões comerciais já existentes entre os dois países e pode aumentar a pressão sobre diversos setores da economia brasileira.
NOVA TAXAÇÃO PODE SE SOMAR A OUTRAS MEDIDAS COMERCIAIS
A investigação americana foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, utilizada para avaliar práticas consideradas prejudiciais à concorrência internacional.
Segundo o relatório, o Brasil não possui mecanismos considerados eficazes para impedir a importação de produtos produzidos sob condições de trabalho forçado. Caso a proposta avance, empresas brasileiras poderão enfrentar custos maiores para acessar o mercado norte-americano.
RELATÓRIO CITA FALHAS NA FISCALIZAÇÃO E CONTROLE
As autoridades americanas afirmam que, apesar de iniciativas já existentes no país, como a chamada “Lista Suja” do trabalho escravo, ainda haveria lacunas na proibição e fiscalização da entrada de produtos produzidos nessas condições.
O documento sustenta que a ausência de controles mais rígidos gera concorrência desleal e prejudica empresas que seguem padrões trabalhistas internacionais.
LULA REÚNE MINISTROS PARA DISCUTIR IMPACTOS
Diante do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião ministerial nesta quarta-feira (3) para analisar as possíveis consequências das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.
Além das questões comerciais, o encontro deve abordar outros temas estratégicos do governo federal, incluindo pautas econômicas e institucionais.
CONSULTA PÚBLICA AINDA PODE ALTERAR DECISÃO
Antes de qualquer tarifa entrar em vigor, o governo dos Estados Unidos abrirá um período de consulta pública para receber manifestações de empresas, entidades e governos interessados. O prazo para envio de contribuições segue até 6 de julho.
A decisão final poderá impactar diretamente as exportações brasileiras e as relações comerciais entre os dois países.






Comentários desta notícia