
A morte da advogada Letícia Paul, de 22 anos, após uma reação alérgica durante uma tomografia com contraste em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, levantou uma questão que preocupa muitas famílias: o que é o choque anafilático e por que ele pode ser tão perigoso?
Segundo especialistas, trata-se da forma mais grave de reação alérgica, capaz de levar à morte em poucos minutos sem atendimento médico rápido. A jovem chegou a ser internada na UTI, mas não resistiu.
O que pode causar o choque anafilático
De acordo com o Ministério da Saúde, a anafilaxia pode ser desencadeada por diferentes fatores, como:
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alimentos (camarão, peixes, castanhas e amendoim);
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medicamentos;
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picadas de insetos;
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látex;
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contrastes utilizados em exames médicos.
Nesses casos, o sistema imunológico reage de forma exagerada e libera substâncias químicas que causam queda brusca da pressão arterial, inchaço das vias respiratórias e risco de parada cardíaca.
Sintomas que exigem atenção imediata
Os sinais geralmente aparecem em segundos ou poucos minutos após o contato com a substância. Entre eles:
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falta de ar;
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inchaço nos lábios, língua ou garganta;
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urticária e vermelhidão na pele;
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dores abdominais e vômitos;
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tontura e desmaio;
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queda acentuada da pressão;
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em casos mais graves, perda de consciência e parada cardíaca.
Tratamento e primeiros socorros
O tratamento deve ser iniciado o quanto antes em pronto atendimento. O recurso mais eficaz é a aplicação de adrenalina intramuscular, que pode reverter rapidamente a crise. Além disso, podem ser usados anti-histamínicos, corticoides, oxigênio e, em situações críticas, até procedimentos para garantir a respiração da vítima.
Médicos alertam: quanto mais cedo o choque anafilático for reconhecido e tratado, maiores as chances de sobrevivência.






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