
O Tribunal do Júri da Comarca de Itajaí condenou, na noite desta quinta-feira (2), Walter Alexandre Gonçalves, de 25 anos, a 61 anos e 10 meses de prisão pelos assassinatos da própria mãe e do padrasto. O crime, ocorrido em novembro de 2024, teve como principal motivação a disputa por herança, segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Além de Walter, o cunhado dele, de 20 anos, também foi condenado. A Justiça fixou a pena em 44 anos e 4 meses de reclusão, além de seis meses de detenção e pagamento de 20 dias-multa. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
JULGAMENTO CONFIRMOU PLANEJAMENTO DOS HOMICÍDIOS
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de que os dois acusados agiram em conjunto, planejando cuidadosamente os assassinatos. Walter foi condenado por feminicídio majorado, homicídio qualificado e fraude processual, enquanto o cunhado respondeu pelos mesmos crimes.
Os promotores destacaram que as provas reunidas ao longo da investigação demonstraram a participação direta dos dois réus e a motivação financeira relacionada à herança da família.
CRIME FOI COMETIDO APÓS EMBOSCADA DENTRO DA CASA
Segundo a denúncia, os acusados invadiram a residência do casal na noite de 23 de novembro de 2024 e permaneceram escondidos por mais de duas horas aguardando a chegada das vítimas.
Quando o casal entrou na casa, ambos foram mortos por asfixia. Depois dos assassinatos, celulares e alianças foram levados, e a cena do crime foi alterada para dar aparência de um assalto. Conforme a investigação, Walter teria prometido cerca de R$ 10 mil ao cunhado pela participação na execução dos homicídios.
RÉUS CONTINUAM PRESOS
Os dois já respondiam ao processo presos preventivamente. Ao final do julgamento, a Justiça manteve a prisão de ambos e negou o pedido para que recorressem da condenação em liberdade.





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