
Paulo Ricardo Dutra, natural de Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, morreu aos 24 anos enquanto participava da guerra na Ucrânia. O jovem havia chegado ao país cerca de três meses antes e estava em sua primeira missão quando acabou atingido por uma mina terrestre.
Segundo a família, Paulo tinha personalidade determinada e costumava seguir em frente quando tomava uma decisão. Ele faria 25 anos no dia 23 de outubro.
Antes de viajar para a Ucrânia, o catarinense trabalhou em diferentes áreas. Começou como jovem aprendiz em um comércio de Camboriú, depois atuou como vendedor e chegou a tentar uma oportunidade profissional na Espanha. De volta ao Brasil, trabalhava em uma loja de materiais de construção em São Francisco do Sul.
“Ele estava indo realizar o sonho dele”, conta a mãe
A mãe, Eunice do Amaral Santos, contou que Paulo desejava construir uma nova trajetória profissional na Ucrânia.
Ela afirmou que não sabe exatamente como o filho conseguiu ingressar no conflito. Segundo Eunice, a intenção inicial era permanecer por cerca de seis meses e, caso encontrasse uma oportunidade de trabalho, permanecer definitivamente no país.
Durante os três meses anteriores à primeira missão, Paulo passou por treinamento e mantinha contato frequente com a família.
“Ele falou que estava indo lá para realizar o sonho dele”, relatou a mãe.
Última conversa aconteceu antes da missão
Na quarta-feira (9), Paulo telefonou para Eunice e avisou que deixaria a base para participar de uma missão. A mãe conta que os dois se despediram antes de ele seguir para a região de combate.
No dia seguinte, a família recebeu a informação de que um soldado havia se ferido. Conforme os relatos recebidos pelos familiares, Paulo teria tentado ajudar o companheiro.
Ainda segundo a família, os militares receberam orientação para retornar à base, mas o jovem teria insistido em voltar para tentar prestar socorro.
Depois disso, os familiares passaram dias sem conseguir contato com Paulo.
Corpo do catarinense ainda estaria no campo de batalha
Amigos do jovem relataram à família que os soldados teriam parado para descansar durante a noite. Na manhã seguinte, Paulo teria ido buscar mantimentos que haviam sido deixados por um drone.
Foi nesse momento que ele teria pisado em uma mina terrestre.
A família recebeu a confirmação da morte alguns dias depois, após tentativas de contato sem resposta. Segundo os familiares, o corpo ainda estaria na região onde ocorreu o incidente.
Agora, além do luto, a família enfrenta outra preocupação: descobrir como realizar o processo para trazer o corpo de Paulo Ricardo de volta ao Brasil.
Mãe faz alerta para outros jovens
Diante da perda, Eunice afirma que gostaria que a história do filho servisse de alerta para outros jovens que pensam em viajar para zonas de guerra.
A preocupação dela é evitar que outras famílias enfrentem uma situação semelhante e que jovens subestimem os riscos envolvidos em conflitos armados.






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