
A decisão do Ministério da Pesca e Aquicultura de encerrar a pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia provocou forte repercussão em Santa Catarina. O comunicado foi divulgado neste domingo (7), após o monitoramento indicar que a modalidade atingiu 90% da cota autorizada para a temporada de 2026.
A medida determina que os pescadores que ainda estavam no mar realizem o último desembarque em até 24 horas. Após esse prazo, a captura da espécie por arrasto de praia fica proibida até o próximo ciclo da safra.
LUCIANO HANG CRITICA DECISÃO E FALA EM ATAQUE À TRADIÇÃO
O empresário Luciano Hang utilizou as redes sociais para manifestar indignação com a medida. Em publicação, classificou a decisão como “absurda, vergonhosa e revoltante” e afirmou que a proibição atinge uma tradição centenária ligada à cultura catarinense.
Hang também cobrou uma reação de parlamentares e defendeu os pescadores artesanais, destacando a importância econômica e cultural da safra para milhares de famílias que dependem da atividade.
MAIOR COTA DA HISTÓRIA NÃO EVITOU O ENCERRAMENTO
A temporada da tainha começou oficialmente em 1º de maio e contou com um aumento de 20% na cota total de captura em comparação com 2025. Ao todo, foram autorizadas 5.216 toneladas para todas as modalidades de pesca liberadas no país, o maior volume desde a implantação do sistema de cotas em 2018.
Segundo o governo federal, a suspensão do arrasto de praia foi adotada de forma preventiva para evitar que o limite estabelecido para a modalidade fosse ultrapassado.
PESCA DE OUTRAS ESPÉCIES CONTINUA LIBERADA
Apesar do encerramento da captura da tainha por arrasto de praia, os pescadores artesanais poderão continuar exercendo suas atividades na captura de outras espécies permitidas pela regulamentação vigente.
A decisão, no entanto, reacendeu discussões sobre o equilíbrio entre a preservação dos estoques pesqueiros e a manutenção de uma das tradições mais emblemáticas do litoral catarinense.





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