
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu nesta quarta-feira (13) ao relatório divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre a situação dos direitos humanos no Brasil. O documento aponta possíveis casos de censura e critica falas tanto do presidente quanto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, além de mencionar a prisão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante evento no Palácio do Planalto, Lula rebateu as acusações e declarou que “ninguém está desrespeitando direitos humanos” no país. Segundo ele, os Estados Unidos deveriam avaliar sua própria conduta antes de questionar o Brasil.
“Toda vez que resolvem entrar em conflito com alguém, tentam criar uma imagem negativa dessa pessoa ou nação. Antes de falar de direitos humanos aqui, precisam olhar para o que acontece lá”, disse o presidente.
Críticas ao relatório e menção a tarifas comerciais
O chefe do Executivo também destacou que o Brasil possui um Poder Judiciário autônomo e aproveitou para citar o aumento tarifário imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros, que passou a valer em 6 de agosto. “Não havia justificativa para essa taxação. Não aceitaremos a narrativa de que desrespeitamos direitos humanos”, completou.
O que diz o documento norte-americano
O “Relatório de Práticas de Direitos Humanos de Países em 2024” foi apresentado ao Congresso dos Estados Unidos e analisou a situação de 196 países membros da ONU. No trecho sobre o Brasil, o texto afirma que houve “agravamento” no cenário de direitos humanos ao longo do ano e acusa o Judiciário de adotar medidas “excessivas” que afetariam a liberdade de expressão e o acesso à internet, restringindo informações a milhões de usuários.
O relatório também inclui críticas diretas às prisões de apoiadores de Bolsonaro e defende o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde o fim de julho.






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