
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em artigo divulgado neste domingo (14) pelo jornal norte-americano The New York Times, que o Brasil está aberto a negociações com os Estados Unidos, mas que a democracia e a soberania nacionais “não estão em jogo”. O texto foi um recado direto ao presidente Donald Trump, em meio às tarifas impostas por Washington sobre produtos brasileiros.
TARIFAS SÃO “ILÓGICAS”, DIZ LULA
No artigo, Lula reconheceu que os EUA têm o direito de buscar a reindustrialização e a criação de empregos, mas classificou como “remédios equivocados” as taxas adicionais de 40% anunciadas pelo governo Trump, que elevaram para 50% os impostos sobre mercadorias brasileiras. Segundo o presidente, tais medidas prejudicam consumidores americanos e dificultam a cooperação econômica entre os dois países.
RELAÇÃO ENTRE BRASIL E EUA
Lula citou discurso de Trump na ONU, em 2017, para defender um relacionamento baseado no respeito mútuo. “Duas grandes nações precisam se tratar com igualdade e trabalhar juntas pelo bem de seus povos”, escreveu o petista, reforçando que tarifas não deveriam colocar em risco a parceria histórica entre Brasília e Washington.
CONDENAÇÃO DE BOLSONARO NÃO É “CAÇA ÀS BRUXAS”
O presidente também abordou a recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros envolvidos em uma tentativa de golpe após as eleições de 2022. Lula ressaltou que o julgamento no Supremo Tribunal Federal foi fruto de investigações extensas e respeitou a Constituição de 1988. Ele lembrou que as apurações revelaram planos de violência contra autoridades e a elaboração de um decreto para anular o pleito presidencial.
IMPACTO DAS TARIFAS NO COMÉRCIO
As taxas de 50% aplicadas sobre produtos brasileiros entraram em vigor em 6 de agosto, após ordem executiva assinada por Trump no fim de julho. O aumento encarece itens importados, como automóveis, e reduz a competitividade do Brasil no mercado norte-americano, afetando empresas e consumidores.






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