
Um gastroenterologista foi preso na manhã desta terça-feira (5) durante a operação “Efeito Colateral”, que investiga a emissão de atestados médicos falsos para favorecer criminosos em Santa Catarina. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ligado ao Ministério Público de Santa Catarina.
O médico identificado é Dr. Marcelo Marques Costa, que atuaria em Camboriú e seria suspeito de integrar um esquema que produzia documentos falsos para justificar pedidos de prisão domiciliar.
POLICIAL É BALEADO DURANTE CUMPRIMENTO DE MANDADO
Durante o cumprimento de mandados judiciais, policiais militares foram recebidos a tiros na residência do investigado. Um agente do 12º Batalhão da Polícia Militar foi atingido na perna.
O policial foi socorrido rapidamente e encaminhado ao hospital. De acordo com as informações mais recentes, ele está em estado estável.
Após o ataque, houve revide por parte da PM para conter a ameaça. O médico foi preso em flagrante no local.
ARMAS E MUNIÇÕES FORAM APREENDIDAS
Na casa do suspeito, foram encontradas diversas armas de fogo, incluindo uma pistola calibre .380, um revólver calibre .38 e uma espingarda calibre 12, além de munições e outros materiais que podem reforçar as investigações.
DOCUMENTOS FALSOS ERAM USADOS PARA SOLTAR PRESOS
Segundo o Gaeco, o esquema envolvia a emissão de atestados ideologicamente falsos, simulando doenças graves inexistentes. Os documentos eram utilizados para tentar obter liberdade ou prisão domiciliar para detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.
A investigação também aponta que uma advogada estaria envolvida no esquema, auxiliando na utilização dos documentos nos processos judiciais.
LIDERANÇAS CRIMINOSAS TERIAM SIDO BENEFICIADAS
De acordo com os investigadores, muitos dos beneficiados seriam líderes de facções criminosas. Após conseguirem o benefício, alguns descumpriam as medidas impostas pela Justiça, rompendo tornozeleiras eletrônicas e voltando à condição de foragidos.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, arquivos digitais, exames falsificados e conversas que indicariam a negociação dos atestados. Todo o material será analisado pela Polícia Científica.
INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO
Ao todo, 35 mandados judiciais foram expedidos em cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Joinville e também no Paraná. Parte das ordens ainda estava em cumprimento até a última atualização.
A responsabilidade pelo disparo contra o policial será apurada em procedimento separado. Até o momento, a defesa do médico não se manifestou.





Comentários desta notícia