
A cirurgiã-dentista aposentada Marlene Soccas, de 92 anos, foi anunciada pelo partido Unidade Popular (UP) como pré-candidata ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. Natural de Laguna e moradora de Criciúma, ela chega ao cenário político com uma trajetória marcada pela atuação na saúde, defesa dos direitos humanos e participação em movimentos ligados à memória histórica do país.
Trajetória começou na área da saúde e se estendeu à educação
Formada em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marlene concluiu o curso em 1955 e, décadas depois, graduou-se também em História pela Unesc. Além da atuação como cirurgiã-dentista, realizou especialização na Universidade de São Paulo (USP) e construiu carreira profissional em Santa Catarina.
Atuação política e defesa dos direitos humanos
Durante a ditadura militar, Marlene foi presa em 1970, permanecendo detida por mais de dois anos. Após retornar a Criciúma, passou a atuar em iniciativas voltadas à defesa dos direitos humanos, da anistia política e da preservação da memória das vítimas do regime militar.
Ao longo dos anos, participou da criação de entidades e movimentos ligados à defesa da democracia e também integrou diferentes partidos políticos. Desde 2021, é filiada à Unidade Popular, legenda que agora oficializou seu nome como pré-candidata ao Senado.
Pré-candidatura chama atenção pela idade e pela trajetória
Aos 92 anos, Marlene Soccas entra na disputa eleitoral como um dos nomes anunciados para representar Santa Catarina no Senado em 2026. A pré-candidatura destaca uma longa trajetória de atuação pública, reunindo experiência nas áreas da saúde, educação, direitos humanos e participação política.





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