
Um bebê de apenas 45 dias morreu na noite de quarta-feira (12), após ser atendido no Hospital Cirúrgico Camboriú (HCC) e posteriormente transferido para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí. A criança havia sido levada ao hospital inicialmente após apresentar uma reação alérgica relacionada, segundo a família, à fórmula infantil.
A mãe, Fernanda Gabriele, afirma que questionou o médico sobre a aplicação dos medicamentos por causa da pouca idade do filho. Segundo ela, após a administração, o bebê teria apresentado uma piora repentina, ficando roxo e com alterações nos sinais vitais.
Prontuário registra quantidade superior à prescrita
Um dos principais pontos do caso está nos registros do atendimento. Conforme informação divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde de Camboriú, o prontuário indica que foi administrada uma quantidade de medicamentos superior àquela que havia sido prescrita.
A documentação, porém, não permite concluir neste momento que a medicação tenha provocado a morte. A relação entre a administração dos medicamentos, a piora clínica e o óbito ainda precisa ser estabelecida por análise técnica.
O Município informou que determinou a preservação dos prontuários, prescrições e demais registros do atendimento para esclarecer toda a sequência dos acontecimentos.
Mãe relata que filho ficou roxo após aplicação
Fernanda contou que o filho recebeu adrenalina e dexametasona e que teria apresentado uma reação logo após a aplicação.
Segundo o relato da mãe, o bebê começou a chorar intensamente, ficou roxo e apresentou outros sinais de agravamento. Ela afirma que buscou explicações da equipe enquanto os profissionais tentavam estabilizar a criança.
O bebê foi posteriormente transferido pelo SAMU para o Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, onde acabou encaminhado à UTI. Apesar das tentativas de reanimação, a criança morreu.
Profissionais são afastados durante investigação
Após o caso, a Associação Hospitalar do Brasil (AHBR), responsável pela gestão do HCC, informou que abriu uma investigação interna e afastou cautelarmente a técnica de enfermagem e o médico pediatra envolvidos no atendimento.
Os conselhos profissionais de enfermagem e medicina também foram comunicados.
O afastamento tem caráter preventivo e, segundo a instituição, não significa reconhecimento de culpa. A apuração deverá analisar a prescrição, o preparo e a aplicação dos medicamentos, além da assistência prestada após a piora do bebê e durante a transferência.
Família cobra respostas após a morte
Fernanda afirma que registrou boletins de ocorrência e busca esclarecimentos sobre o atendimento que terminou com a morte do filho.
A mãe também questiona o atendimento recebido pela família durante o episódio e afirma que pretende buscar justiça.
O caso continua sob investigação. Até o momento, não há conclusão técnica oficial que estabeleça que a quantidade de medicamento registrada no prontuário tenha causado o óbito.
Investigação deve esclarecer o que aconteceu
A apuração deverá reunir prontuários, prescrições, registros de enfermagem, informações sobre os medicamentos administrados e demais dados do atendimento.
A análise desses documentos será fundamental para determinar a sequência dos acontecimentos e eventual responsabilidade profissional.
O caso envolvendo a morte do bebê de 45 dias permanece em investigação, e novas informações poderão esclarecer as circunstâncias do atendimento e do óbito.





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