
A temporada da tainha em Santa Catarina está surpreendendo pescadores e especialistas. Com cardumes em grande quantidade ao longo do litoral, o Estado registra uma safra acima das expectativas e uma das mais expressivas dos últimos anos.
CICLONES PODEM TER ACELERADO A CHEGADA DOS CARDUMES
De acordo com especialistas, ciclones extratropicais formados na região da Argentina podem ter influenciado a movimentação das tainhas rumo ao litoral catarinense. Os fenômenos ocorreram justamente em áreas onde os cardumes costumam se concentrar antes da migração, o que pode ter favorecido um deslocamento mais rápido e intenso dos peixes.
Apesar da hipótese, pesquisadores ressaltam que a migração da espécie depende de diversos fatores ambientais, incluindo correntes marítimas, ventos e o estágio de maturação dos peixes.
TEMPERATURA DO MAR FAVORECEU A PESCA
Outro fator importante para o sucesso da safra foi a temperatura da água. Segundo especialistas, as tainhas costumam migrar quando o mar está entre 19°C e 21°C, condição que permaneceu por um longo período no litoral catarinense durante o mês de maio.
Com temperaturas favoráveis e a influência dos ventos, os cardumes permaneceram mais tempo próximos da costa, aumentando as oportunidades de captura para os pescadores.
PESCADORES CELEBRAM SAFRA HISTÓRICA
Em diversas comunidades pesqueiras, o sentimento é de comemoração. A quantidade de peixes capturados já ultrapassa as projeções iniciais, levando muitos profissionais do setor a classificarem a temporada como uma verdadeira “supersafra”.
A modalidade de arrasto de praia, uma das mais tradicionais de Santa Catarina, já alcançou uma parcela significativa da cota prevista para este ano, impulsionando a atividade econômica em várias cidades do litoral.
EXCESSO DE PRODUÇÃO GERA NOVOS DESAFIOS
Se por um lado a abundância de tainhas é motivo de comemoração, por outro ela traz desafios para os pescadores. O grande volume de pescado exige rapidez na comercialização e aumenta a dependência da indústria para absorver a produção.
Representantes do setor afirmam que o diálogo com órgãos públicos e entidades da pesca continua para buscar alternativas que garantam melhor valorização do produto e renda aos trabalhadores.
EL NIÑO NÃO DEVE IMPACTAR A SAFRA DESTE ANO
Especialistas avaliam que o fenômeno El Niño, previsto para os próximos meses, não deve influenciar diretamente a atual temporada da tainha, que se encerra em julho. No entanto, os efeitos climáticos poderão impactar os ciclos futuros da espécie e alterar padrões de migração nos próximos anos.
Enquanto isso, os pescadores seguem aproveitando uma temporada que já entrou para a história como uma das mais produtivas do litoral catarinense.
Com informações de NSC total





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