
O governo federal está analisando uma proposta que pode mudar radicalmente a forma como os brasileiros tiram a carteira de motorista. A ideia é permitir que o candidato faça as provas do Detran sem precisar, obrigatoriamente, passar por aulas em uma autoescola. O plano, apresentado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, busca oferecer mais liberdade e reduzir os custos para quem quer se habilitar.
Aprendizado livre, mas com critérios
Segundo a proposta, os candidatos ainda precisarão ser aprovados nos exames teórico e prático do Detran. O que muda é a forma de se preparar para esses testes. Aulas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) deixariam de ser obrigatórias, permitindo que o futuro motorista escolha como vai aprender — seja com um instrutor autônomo ou por conta própria, desde que dentro da lei.
Instrutor autônomo e carro próprio: novas possibilidades
A proposta também inclui a possibilidade de treinar com instrutores independentes, sem vínculo com autoescolas. Além disso, veículos particulares poderiam ser usados nas aulas, desde que em locais fechados e seguros. Ainda assim, dirigir em vias públicas sem a supervisão correta continuará sendo infração, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
Mudança começaria pelas categorias A e B
A flexibilização, inicialmente, valeria apenas para as categorias A (moto) e B (carros de passeio). A medida ainda está em fase de estudos e não há prazo definido para sua implementação. Se aprovada, deverá passar por regulamentação e ser implantada de forma gradual.
Setor de trânsito já debate os impactos
A proposta tem gerado debate entre especialistas em trânsito e representantes do setor de formação de condutores. Para alguns, a mudança pode democratizar o acesso à CNH. Para outros, pode comprometer a segurança no trânsito se não houver fiscalização e critérios rigorosos.






Comentários desta notícia