
Uma discussão envolvendo a vereadora de Florianópolis Ingrid Sateré Mawé (PSOL) e policiais militares foi registrada na noite de domingo (15), após a final da Recopa Catarinense, realizada no estádio da Ressacada.
O confronto verbal ocorreu durante a dispersão dos torcedores que deixavam o local após o clássico entre Avaí e Figueirense. A partida terminou com vitória do Avaí por 4 a 2 e reuniu mais de 10 mil pessoas no estádio.
Em vídeos gravados pela própria parlamentar e divulgados nas redes sociais, ela aparece discutindo com agentes da Polícia Militar e criticando a atuação da corporação durante a operação de segurança.
VEREADORA FAZ CRÍTICAS E XINGAMENTOS À POLÍCIA MILITAR
Nas imagens publicadas nas redes sociais, a vereadora aparece discutindo com policiais e fazendo duras críticas à atuação da corporação. Durante a gravação, a parlamentar chama integrantes da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) de “vagabundos”, “canalhas”, “covardes” e “despreparados”.
Em determinado momento do vídeo, ela também afirma repetidamente que é vereadora e confronta os policiais durante a abordagem.
A parlamentar ainda afirma que seu marido teria sido atingido por um disparo de munição de elastômero durante a ação policial.
AÇÃO POLICIAL TERIA OCORRIDO DURANTE DISPERSÃO DA TORCIDA
Segundo relatos preliminares, a Polícia Militar utilizou munições de elastômero e bombas de efeito moral para dispersar torcedores na saída do estádio após o clássico.
A vereadora afirma que a ação teria ocorrido mesmo sem provocação por parte dos torcedores e diz que havia orientação de torcidas organizadas para evitar confusão após a partida.
PARLAMENTAR DIZ QUE VAI ACIONAR O MINISTÉRIO PÚBLICO
Após o episódio, Ingrid Sateré Mawé anunciou que pretende apresentar uma denúncia ao Ministério Público de Santa Catarina para que a atuação policial durante a dispersão seja investigada.
Em publicação nas redes sociais, a vereadora afirmou que considera inaceitável que famílias, incluindo mulheres, crianças e idosos, enfrentem situações de risco ao frequentar estádios de futebol.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE A VEREADORA CRITICA A PMSC
Esta não é a primeira vez que a parlamentar faz críticas públicas à Polícia Militar de Santa Catarina.
Em fevereiro de 2026, após uma ocorrência policial no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, Ingrid voltou a questionar a atuação da corporação e defendeu mudanças no modelo de segurança pública.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Militar de Santa Catarina ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre o episódio registrado na saída do estádio da Ressacada. Também não há confirmação oficial sobre feridos ou ocorrências registradas durante a dispersão dos torcedores.
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