
O posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a atuação dos Estados Unidos na Venezuela provocou forte reação de um aliado do presidente norte-americano Donald Trump. Na tarde deste domingo (4), Jason Miller, ex-assessor de Trump, usou as redes sociais para atacar Lula com palavras ofensivas após o chefe do Executivo brasileiro criticar a ação militar em território venezuelano.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), Miller reagiu de forma agressiva ao comentário de Lula, deixando explícita sua discordância quanto à postura adotada pelo Brasil diante do episódio envolvendo a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

LULA CONDENA AÇÃO MILITAR E FALA EM VIOLAÇÃO INTERNACIONAL
No sábado (3), Lula se manifestou oficialmente sobre o ocorrido, classificando a operação realizada pelos Estados Unidos como um ato grave e inaceitável. Segundo o presidente, a ação ultrapassa limites do direito internacional e representa uma ameaça à soberania de nações independentes.
O chefe do Palácio do Planalto alertou ainda que intervenções militares sem respaldo legal abrem precedentes perigosos, capazes de gerar instabilidade global, enfraquecer o multilateralismo e estimular conflitos baseados na imposição da força.
REAÇÃO INTERNACIONAL E TENSÃO DIPLOMÁTICA
A troca de declarações intensificou o clima diplomático entre Brasil, Estados Unidos e países da América Latina. Ainda neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia divulgou uma nota conjunta assinada por Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha, condenando a ofensiva militar realizada de forma unilateral na Venezuela.
No documento, os governos afirmam que a ação representa uma grave violação do direito internacional, além de alertarem para riscos à paz regional e à população civil venezuelana.
DEFESA DO DIÁLOGO E PAPEL DA ONU
O grupo de países reforçou que a crise na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com diálogo e negociação, sem interferência externa. Os signatários também reiteraram o compromisso da América Latina e do Caribe como uma zona de paz.
Além disso, os governos pedem maior atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) para conter a escalada de tensões e demonstram preocupação com qualquer tentativa de controle estrangeiro sobre recursos naturais ou estratégicos da Venezuela.






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