
Se durante o dia o arco-íris é resultado direto da decomposição da luz solar, à noite ele parece desafiar a lógica. Mas não é ilusão. Um fenômeno raro iluminou o céu de Rancho Queimado, na Grande Florianópolis, no último fim de semana, provando que o arco-íris também pode surgir depois que o sol se põe.
REGISTRO INUSITADO NO INTERIOR DE SC
A cena foi captada no domingo (3) pelo coordenador do curso técnico em Meteorologia do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Eduardo Beck. As imagens mostram um arco colorido discreto, porém visível, contrastando com o céu noturno da região serrana catarinense.
O registro ocorreu logo no primeiro fim de semana de 2026 e rapidamente despertou curiosidade nas redes sociais, já que esse tipo de fenômeno é pouco conhecido do grande público.
O QUE É O CHAMADO ARCO-ÍRIS LUNAR
Conhecido tecnicamente como arco-íris lunar, o fenômeno se forma de maneira semelhante ao arco-íris comum. A diferença está na fonte de luz: em vez do sol, quem ilumina as gotículas de água suspensas no ar é a lua.
No caso observado em Santa Catarina, a combinação envolveu um chuvisco leve após a chuva, céu praticamente limpo e a presença da lua cheia — classificada como superlua naquele fim de semana —, condição essencial para que as cores fossem refletidas.
POR QUE O FENÔMENO É TÃO RARO
O arco-íris noturno exige uma coincidência precisa de fatores meteorológicos. Além da lua cheia e do céu sem nuvens densas, é necessário que haja umidade suficiente no ar, com gotículas finas capazes de refletir a luz lunar.
Por depender dessa combinação específica, o fenômeno é considerado incomum e, quando ocorre, costuma ser visível por poucos minutos, o que torna os registros ainda mais especiais.
UM ESPETÁCULO DISCRETO, MAS CIENTIFICAMENTE VALIOSO
Embora as cores apareçam de forma mais suave do que durante o dia — devido à menor intensidade da luz lunar —, o arco-íris noturno tem grande valor científico e educativo, ajudando a ilustrar como a atmosfera reage a diferentes fontes de luz.
O episódio em Rancho Queimado reforça como fenômenos naturais raros ainda podem surpreender, mesmo em tempos de tecnologia avançada e previsões meteorológicas detalhadas.





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