
Santa Catarina está prestes a enfrentar um dos eventos meteorológicos mais críticos do ano. Um ciclone extratropical de grande escala deve atingir o estado com ventos que podem ultrapassar os 130 km/h entre esta segunda (28) e terça-feira (29). A formação já começou no Rio Grande do Sul e segue ganhando força ao avançar para o oceano.
O fenômeno, que deve afetar amplamente o Sul e partes do Sudeste, é comparado ao ciclone que atingiu a região em julho de 2023, causando mortes e prejuízos. Desta vez, a preocupação recai especialmente sobre cidades litorâneas e da serra catarinense.
Cidades mais afetadas e força dos ventos
Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Joinville e Araquari estão na rota crítica do ciclone. A MetSul Meteorologia alerta que rajadas entre 110 km/h e 130 km/h são esperadas nas áreas mais altas da Serra do Rio do Rastro e Bom Jardim da Serra.
Mesmo municípios mais ao norte, como São Francisco do Sul e Joinville, devem registrar ventos acima de 90 km/h. Modelos de previsão indicam que a área de abrangência do sistema é vasta, cobrindo cinco estados: RS, SC, PR, SP e RJ.
Riscos imediatos: destelhamentos, quedas de árvores e falta de energia
Com a força dos ventos, aumentam os riscos de:
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Destelhamentos e queda de estruturas frágeis;
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Árvores arrancadas pelo vento, agravadas pelo solo encharcado;
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Colapso de postes, placas e muros;
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Falta de energia em larga escala, com destaque para regiões cobertas pela Celesc;
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Ondas de até 6 metros em alto-mar, com risco de ressaca severa na orla.
A Defesa Civil já emitiu alerta para evitar atividades na faixa costeira, como pesca, navegação e esportes náuticos.
Florianópolis e litoral sob alerta para colapso elétrico
A capital catarinense, com suas áreas arborizadas, é uma das mais vulneráveis a apagões causados por quedas de árvores sobre a rede elétrica. A MetSul já projeta um número elevado de consumidores sem luz nas próximas 48 horas.
Chuva forte e instabilidade agravam o cenário
Neste domingo (27), duas frentes de instabilidade se formaram: uma no centro de SC, avançando para o Vale do Itajaí e litoral; outra entre o Paraná e Mato Grosso do Sul. Ambas contribuem para temporais localizados com granizo, rajadas de vento e muitos raios.
O que fazer antes e durante o ciclone
Antes:
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Fixe telhados e proteja portas e janelas;
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Recolha itens que possam ser levados pelo vento;
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Abasteça lanternas e carregadores;
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Pode galhos próximos à fiação.
Durante:
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Fique longe de portas de vidro e janelas;
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Evite sair de casa;
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Dirija com atenção redobrada;
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Use lanternas, nunca velas.
Cronograma do impacto
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Domingo (27): início da instabilidade e ventos fortes à noite.
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Segunda (28): auge do ciclone, com rajadas intensas e risco elevado.
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Terça (29): vento continua forte, mas começa a perder força à noite.
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Quarta (30): mar agitado, mas com tendência de estabilidade.
Atenção redobrada e prevenção podem salvar vidas
A orientação dos órgãos de segurança é clara: evite deslocamentos desnecessários, acompanhe os alertas oficiais e tome medidas preventivas. O ciclone que se forma é um evento raro pela sua abrangência e exige preparação da população para minimizar impactos e evitar tragédias.






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