
O cenário eleitoral de Santa Catarina para 2026 começa a se desenhar com novas movimentações políticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliza a construção de uma aliança mais ampla no estado, segundo declarações do dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores, Décio Lima. A articulação coloca o ex-deputado Gelson Merisio como peça-chave na tentativa de formar uma coalizão que reúna partidos de diferentes campos ideológicos.
A sinalização foi dada durante entrevista a um programa eleitoral do NSC, indicando que o projeto busca fortalecer um palanque competitivo no estado e reposicionar o partido em uma região historicamente mais distante da esquerda.
NOME ESCOLHIDO TENTA DIALOGAR ALÉM DA BASE TRADICIONAL
Merisio é visto por articuladores como um perfil capaz de dialogar com setores que não costumam apoiar o PT. Com longa trajetória na política catarinense e passagem marcante pela Assembleia Legislativa, ele já disputou o governo estadual anteriormente, chegando ao segundo turno em 2018.
Nos bastidores, aliados avaliam que sua experiência e trânsito entre diferentes correntes políticas podem ampliar o alcance eleitoral da chapa e reduzir resistências fora do campo progressista.
MOVIMENTO TEM COMO ALVO A REELEIÇÃO DO ATUAL GOVERNADOR
A construção dessa frente política ocorre em um contexto de possível candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello, que hoje aparece como uma das principais forças do estado. A estratégia petista busca justamente consolidar uma alternativa capaz de polarizar a disputa e tornar o pleito mais competitivo.
RESISTÊNCIAS INTERNAS JÁ APARECEM NO CAMPO DA ESQUERDA
Apesar do esforço de união, a composição não é consenso. Integrantes do Partido Socialismo e Liberdade demonstram cautela e indicam que podem não apoiar uma candidatura liderada por Merisio, o que revela que a formação da aliança ainda dependerá de negociações delicadas.
DISPUTA AINDA ESTÁ EM FASE INICIAL, MAS ARTICULAÇÕES GANHAM FORÇA
Embora o processo esteja concentrado nas conversas de bastidores, o movimento mostra que a corrida eleitoral catarinense já começou. A intenção é estruturar uma candidatura capaz de alterar o equilíbrio político local e ampliar o espaço de diálogo entre diferentes forças até a definição oficial das chapas.






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