
Equipes da Vigilância Sanitária realizaram, na manhã desta segunda-feira (23), uma ação de orientação na Praia Central para alertar sobre os impactos de alimentar pombos em áreas urbanas. Durante a mobilização, panfletos informativos foram distribuídos a pedestres, comerciantes e frequentadores da orla.
A iniciativa integra um conjunto de medidas adotadas pelo município para reduzir a concentração dessas aves, que encontram facilidade de abrigo e alimento em locais com grande circulação de pessoas.
LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PROÍBE PRÁTICAS QUE FAVOREÇAM A PROLIFERAÇÃO
Desde outubro de 2025, está em vigor uma lei municipal que estabelece regras para o manejo de pombos urbanos e proíbe atitudes que incentivem sua alimentação. Quem descumprir a norma pode receber advertência formal e multa administrativa, com valor dobrado em caso de reincidência.
Segundo a equipe do Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU), a regulamentação trouxe respaldo às ações de fiscalização e reforçou o trabalho educativo já realizado na cidade. A combinação entre campanhas de conscientização e aplicação da lei tem contribuído para a diminuição gradual do número de aves em pontos críticos.
TURISTAS SÃO FOCO DAS ABORDAGENS PREVENTIVAS
Como Balneário Camboriú recebe visitantes durante todo o ano, os agentes intensificam o diálogo com turistas, que muitas vezes desconhecem a proibição. A orientação direta tem sido essencial para evitar que a prática continue por falta de informação.
Trabalhadores da região também relatam já perceber mudanças no cenário, com menor presença de pombos em comparação a anos anteriores.
ENTENDA OS RISCOS À SAÚDE
Apesar de comuns nas cidades, os pombos podem representar perigo sanitário. A poeira originada das fezes ressecadas pode transmitir doenças respiratórias e infecciosas, como:
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criptococose
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histoplasmose
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ornitose
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salmonelose
Além disso, parasitas presentes nas aves e em seus ninhos podem provocar alergias, irritações na pele e outros problemas dermatológicos.
CONSCIENTIZAÇÃO É A PRINCIPAL FERRAMENTA
A Vigilância Sanitária reforça que evitar alimentar os animais é a forma mais eficaz de controle populacional, já que a oferta constante de comida favorece a reprodução e permanência dos pombos em áreas urbanas.
A orientação é simples: não oferecer alimentos, manter ambientes limpos e descartar corretamente o lixo — atitudes que ajudam a preservar a saúde pública e o equilíbrio do espaço urbano.






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