
A conta de luz dos catarinenses pode ficar mais pesada a partir de 22 de agosto. A proposta apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê um reajuste médio de 11,77% nas tarifas da Celesc, concessionária responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 3,56 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina.
Para os consumidores residenciais e pequenos comércios, classificados como baixa tensão, o aumento médio previsto é de 9,32%. Já para grandes consumidores e indústrias atendidos em alta tensão, o reajuste pode chegar a 16,91%.
ENTENDA O QUE PODE DEIXAR A ENERGIA MAIS CARA
Segundo a Aneel, o principal motivo para a alta é a inclusão de custos financeiros que serão repassados nas tarifas ao longo dos próximos 12 meses. Apenas esse fator representa impacto de aproximadamente 9%.
Além disso, também entram no cálculo despesas relacionadas à transmissão, compra de energia, encargos do setor elétrico e custos operacionais da distribuidora, elevando ainda mais o valor final para os consumidores.
Parte dos custos antigos deixará de ser cobrada, o que reduz levemente o impacto do reajuste, mas não impede o aumento previsto nas tarifas.
CONSULTA PÚBLICA VAI DEFINIR O VALOR FINAL
Antes da aprovação definitiva, a proposta passará por consulta pública entre os dias 28 de maio e 13 de julho. Também está prevista uma audiência presencial em Florianópolis no dia 18 de julho.
Após esse processo, a Aneel deverá definir o índice oficial que será aplicado nas contas de energia elétrica em Santa Catarina.





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