
Os consumidores da Celesc em Santa Catarina pagarão mais caro pela energia elétrica a partir deste sábado (22). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste médio de 10,82% nas tarifas da companhia.
Apesar da alta média, o percentual varia conforme o perfil de consumo. Para os clientes de baixa tensão — grupo que reúne residências, pequenos comércios e propriedades rurais e representa cerca de 99,5% dos consumidores — o aumento será de 9,26%.
Já os grandes consumidores, como indústrias atendidas em alta tensão, terão um reajuste de 14,16%.
Por que a conta de luz vai aumentar?
Segundo a Celesc, o novo valor considera diferentes componentes que formam a tarifa de energia, incluindo a compra de eletricidade, encargos setoriais, impostos, transmissão e os custos relacionados à distribuição.
A revisão também incorpora a Revisão Tarifária Periódica (RTP), realizada pela Aneel a cada cinco anos para atualizar os custos e os parâmetros econômicos da concessionária.
Durante o processo, os cálculos iniciais apontavam para uma elevação média de 11,77%. Após novos ajustes realizados pela agência reguladora, o percentual final ficou em 10,82%.
Quanto do reajuste fica com a Celesc?
A companhia afirma que apenas uma parcela do valor pago pelos consumidores corresponde diretamente à atividade de distribuição de energia.
De acordo com a empresa, a cada R$ 100 pagos na conta de luz, aproximadamente R$ 16 ficam relacionados à distribuição realizada pela Celesc. O restante é destinado a itens como compra de energia, encargos, tributos e transmissão.
Considerando o reajuste médio aprovado, a Celesc estima que 1,61 ponto percentual esteja relacionado ao aumento dos custos próprios de operação da companhia.
Encargos e impostos pesam na tarifa
Na composição apresentada pela Celesc, a compra de energia representa 28% do valor da tarifa. Os encargos setoriais respondem por 23%, enquanto os tributos também correspondem a 23%.
A transmissão representa 10% e a distribuição fica com 16%.
O presidente da Celesc, Edson Moritz, defende uma redução dos encargos setoriais e afirma que uma revisão das tarifas em intervalos menores poderia facilitar o planejamento de investimentos da empresa.
Celesc estuda cobrança de dívida de R$ 1 bilhão
Além do reajuste, a companhia também avalia uma estratégia para recuperar cerca de R$ 1 bilhão em valores em aberto de consumidores.
Segundo a Celesc, parte da inadimplência ocorreu durante a implantação de um novo sistema de tecnologia empresarial. Diante de dúvidas relacionadas à precisão das cobranças, a empresa optou por não realizar cortes de energia em determinados casos.
Agora, a companhia estuda oferecer parcelamentos com condições diferenciadas, incluindo descontos sobre juros e multas, para facilitar a regularização das dívidas.
Novo valor começa a valer em 22 de agosto
Com a decisão da Aneel, as novas tarifas passam a valer para os consumidores da Celesc a partir de sábado (22). O impacto no orçamento de cada consumidor dependerá do consumo de energia e do tipo de unidade atendida pela concessionária.
Para a maioria dos consumidores catarinenses, o reajuste será de 9,26%, enquanto os grandes consumidores terão uma alta de 14,16%.





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