
O ex-funcionário acusado de sequestrar e matar o empresário Alfredo Fraga dos Santos, em Balneário Camboriú, já possuía antecedentes por um crime semelhante cometido no Pará. O homem de 26 anos havia sido preso após participar do sequestro de uma médica em Belém, em junho de 2024, mas estava em liberdade quando voltou a agir em Santa Catarina.
Segundo informações do processo, a vítima foi rendida após aceitar uma carona na saída de uma festa. Durante o trajeto, o criminoso e comparsas anunciaram o assalto, aplicaram um golpe mata-leão e levaram a médica desacordada para um cativeiro.
MÉDICA FICOU 16 HORAS EM CATIVEIRO E FOI OBRIGADA A FAZER PIX
Enquanto mantinham a vítima em cárcere, os sequestradores passaram a exigir dinheiro da família. Vídeos gravados dentro do cativeiro foram enviados para pressionar parentes a pagar o resgate, que chegou a valores próximos de R$ 500 mil.
Assim como no caso registrado em Balneário Camboriú, a médica também foi obrigada a realizar transferências bancárias para contas ligadas aos criminosos. A polícia conseguiu localizar o veículo e o celular da vítima, descobrindo o esconderijo onde ela era mantida.
Após cerca de 16 horas sob ameaça e agressões, a mulher foi resgatada com vida. Durante a ação policial, um dos sequestradores morreu em confronto e outros envolvidos acabaram presos.
CONDENADO NO PARÁ, SUSPEITO VOLTOU A AGIR EM SANTA CATARINA
O acusado e os demais comparsas foram condenados em setembro de 2025 por extorsão mediante sequestro. A pena definida pela Justiça foi de oito anos em regime semiaberto.
Mesmo após a condenação, o homem voltou a cometer um crime semelhante, desta vez em Balneário Camboriú. Alfredo Fraga dos Santos, dono de uma empreiteira da construção civil, havia demitido o funcionário poucos dias antes do crime.
Na manhã desta segunda-feira (11), o empresário foi surpreendido ao sair do condomínio onde morava, no bairro da Barra. O ex-funcionário o rendeu com um golpe mata-leão e, com ajuda de outro homem, colocou a vítima dentro do próprio carro.
EMPRESÁRIO FOI ENCONTRADO MORTO APÓS TRANSFERÊNCIAS VIA PIX
Horas depois do desaparecimento, familiares acionaram a Polícia Militar após imagens de câmeras de segurança mostrarem o sequestro. Durante as buscas, Alfredo foi encontrado morto em Gaspar.
De acordo com a investigação, antes de ser assassinado com golpes de pedra, o empresário foi obrigado a transferir cerca de R$ 15 mil aos criminosos.
O suspeito tentou fugir para o Pará após o crime, mas acabou preso no aeroporto de Campinas, em São Paulo, durante uma conexão. O comparsa dele foi localizado e preso em Blumenau. Conforme a Polícia Militar, os dois confessaram participação no assassinato.






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