
A Praia Central de Balneário Camboriú será palco, neste domingo (1º), de uma das celebrações religiosas e culturais mais tradicionais da cidade: a Festa de Iemanjá. Em sua 28ª edição, o evento promete reunir praticantes da Umbanda, representantes de terreiros e admiradores da cultura afro-brasileira em um momento de fé, respeito e valorização das tradições.
A celebração é organizada pelo Reino de Juna Bomy, com apoio da Fundação Cultural e da Prefeitura Municipal. A programação começa às 20h, no Pontal Norte, próximo à Roda Gigante e ao Hotel Marambaia.
Tradição construída ao longo de quase três décadas
Idealizador da festa, o Mestre Marne destaca o orgulho de ter acompanhado o crescimento do evento ao longo dos anos. Segundo ele, o que começou com poucos médiuns se transformou em uma grande manifestação religiosa, reunindo participantes de diversas regiões do país e do exterior.
Aos 85 anos, Marne afirma ter deixado um legado importante para a Umbanda no litoral catarinense e hoje divide a condução da celebração com a filha, Marney Franco Rosa, atual dirigente do Reino de Juna Bomy.
Respeito, diálogo e combate à intolerância
Para Marney, a Festa de Iemanjá vai além da homenagem religiosa. Ela ressalta que o evento também busca fortalecer valores como união, solidariedade e convivência pacífica entre diferentes crenças.
Mesmo diante de episódios de intolerância religiosa, a organização afirma que segue promovendo o respeito e o diálogo, acreditando que a fé deve ser um instrumento de acolhimento e transformação social.
Presença de terreiros do Brasil e do exterior
A expectativa é de que centenas de pessoas participem da celebração, com a presença de terreiros de várias regiões do Brasil, além de representantes da Argentina e do Uruguai.
A escolha da data, segundo os organizadores, respeita o calendário religioso local, evitando conflitos com as tradicionais homenagens católicas a Nossa Senhora dos Navegantes, realizadas no dia 2 de fevereiro.
Homenagem no mar e compromisso com o meio ambiente
Um dos momentos mais simbólicos da programação ocorre durante o cortejo marítimo, quando flores naturais são colocadas em um barco conduzido pelo Corpo de Bombeiros até o alto-mar.
A organização reforça que apenas flores são permitidas. Objetos como frutas, bebidas, bijuterias, espelhos e outros materiais que possam causar impactos ambientais são proibidos.
Cerca de 50 voluntários atuam na organização e na limpeza do local após o encerramento do evento. A coordenação pede a colaboração do público para manter a praia limpa e preservar a natureza.





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