
O empresário Luciano Hang voltou a se manifestar sobre a pesca da tainha em Santa Catarina e criticou a manutenção do sistema de cotas adotado pelo governo federal. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais nesta terça-feira (9), o dono da Havan afirmou que a ampliação da cota para pescadores artesanais representa um avanço, mas não resolve a insatisfação do setor.
PESCADORES COMEMORAM AVANÇO, MAS IMPASSE CONTINUA
Ao comentar a decisão anunciada pelo governo, Hang afirmou que os pescadores continuam enfrentando dificuldades para exercer a atividade. Segundo ele, as restrições impostas à captura da tainha afetam diretamente famílias que dependem da safra para garantir renda durante boa parte do ano.
HANG QUESTIONA LIMITAÇÕES E DEFENDE LIBERDADE DE TRABALHO
Durante a transmissão, o empresário criticou a continuidade das cotas e disse que a atividade deveria ter menos restrições. Ele também afirmou que Santa Catarina estaria sendo prejudicada pelas decisões relacionadas à pesca da tainha.
TRADIÇÃO CENTENÁRIA MOBILIZA COMUNIDADES DO LITORAL
Pescadores que participaram da live destacaram a importância cultural e econômica da pesca da tainha para as comunidades catarinenses. A atividade, praticada há gerações, movimenta o litoral do Estado nos meses de maio, junho e julho e é considerada uma das tradições mais marcantes da cultura pesqueira local.
GOVERNO AMPLIA COTA, MAS PESCA SEGUE SUSPENSA
O governo federal anunciou a ampliação da cota destinada ao arrasto de praia na região Norte de Santa Catarina. No entanto, a atividade permanece suspensa até a publicação de uma nova portaria conjunta que definirá oficialmente as regras para a continuidade da safra.
A ampliação foi anunciada após o encerramento antecipado da temporada, que durou apenas 38 dias e gerou protestos de pescadores em diversas cidades do litoral catarinense.
LULA PROMETE SOLUÇÃO PARA PESCADORES CATARINENSES
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o tema e afirmou que determinou diálogo entre os ministérios envolvidos para buscar uma solução para o impasse. Segundo ele, o governo pretende garantir que os pescadores possam voltar à atividade dentro das novas regras que serão estabelecidas.
Enquanto a regulamentação não é publicada, a pesca da tainha pelo sistema de arrasto de praia continua proibida em Santa Catarina, mantendo a expectativa das comunidades pesqueiras pela retomada da safra.






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