
A mobilização dos caminhoneiros começa a ganhar força em Santa Catarina e já provoca reflexos no transporte de cargas. A orientação repassada por lideranças da categoria é clara: evitar novos carregamentos e manter os caminhões parados como forma de pressão.
Em reunião realizada em Itajaí, motoristas e representantes do setor alinharam a adesão ao movimento nacional. A decisão acompanha assembleias realizadas em diversas regiões do país, que definiram o início da paralisação a partir desta quinta-feira, ao meio-dia.
Segundo a categoria, a recomendação é não carregar mercadorias, não movimentar contêineres e, sempre que possível, manter os veículos estacionados. A medida busca fortalecer o movimento e chamar a atenção das autoridades para as dificuldades enfrentadas pelos profissionais.
PRESSÃO POR REDUÇÃO DE CUSTOS
Entre as principais reivindicações estão a redução do ICMS sobre o diesel e a criação de medidas emergenciais de apoio aos caminhoneiros. A categoria também cobra ações do governo federal para conter os impactos da alta no combustível.
Lideranças afirmam que já tentam diálogo com autoridades estaduais e federais, mas alertam que, sem respostas concretas, a paralisação pode se intensificar e se estender por tempo indeterminado.
ALTA DO DIESEL AGRAVA CRISE NO SETOR
O cenário foi agravado após o recente aumento no preço do diesel, que elevou significativamente os custos do transporte rodoviário. Como o combustível representa uma das maiores despesas da atividade, muitos profissionais afirmam não conseguir operar sem prejuízo.
Diante disso, parte dos caminhoneiros já vinha reduzindo o ritmo de trabalho, enquanto outros optaram por parar completamente, aguardando melhores condições.
RISCO DE IMPACTOS NA ECONOMIA
Com o avanço da paralisação, cresce a preocupação com possíveis impactos no abastecimento e na economia, especialmente se o movimento ganhar ainda mais adesão nos próximos dias.
Apesar disso, a categoria reforça que a greve é uma medida extrema e que o objetivo principal é abrir espaço para negociações que garantam condições mais justas de trabalho e remuneração.
A expectativa agora é por avanços nas conversas com o poder público, o que pode evitar a ampliação do movimento e reduzir os efeitos da paralisação em todo o estado.






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