
O homem morto em um confronto com a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) na noite de domingo (2), em Florianópolis, era Dilermano de Melo César, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na comunidade Papaquara, no Norte da Ilha. O criminoso já havia sido condenado por matar o policial penal Misael Baruffi com 18 tiros, em 2016, e estava foragido da Justiça.
Dilermano era considerado um dos principais articuladores do tráfico de drogas na região. Segundo a PM, ele estava entre os quatro homens armados mortos após reagirem a uma abordagem em uma casa no bairro Ponta das Canas. No local, os policiais apreenderam cinco armas de fogo, incluindo uma submetralhadora, três pistolas, um revólver, munições de vários calibres e rádios comunicadores.
A Polícia Militar informou que o grupo seria responsável por assaltos recentes na região, incluindo o roubo a um posto de combustível na SC-401, na última quinta-feira (30).
O CRIME QUE CHOCOU SANTA CATARINA
O assassinato do agente penitenciário Misael Baruffi, ocorrido em 12 de junho de 2016, chocou Santa Catarina. Naquele Dia dos Namorados, o policial de 31 anos havia saído de casa cedo para comprar pão quando se envolveu em uma batida de trânsito com um Fiat Palio furtado.
No carro estavam quatro homens, entre eles Dilermano, que planejava assaltar uma padaria nas proximidades. Após a colisão, houve uma discussão, e Misael acabou executado com 18 tiros.
A investigação apontou que o fato de o agente se identificar como policial pode ter aumentado a violência da reação dos criminosos. “Foi uma briga de trânsito, mas quando o agente se identificou, eles pesaram a mão”, afirmou na época o delegado Ênio Mattos, responsável pelo caso.
Misael era considerado um profissional exemplar, trabalhava no Presídio Masculino de Florianópolis e estava desarmado no momento do crime.
CONDENADO A 18 ANOS, MAS LIVRE NOVAMENTE
Dilermano foi condenado a 18 anos de prisão em 2018 pelo homicídio do policial penal. Antes do assassinato, já havia sido preso por porte ilegal de arma e tráfico de drogas. Quando cometeu o crime, estava em liberdade havia menos de um mês.
Os outros suspeitos que estavam no veículo não chegaram a ser julgados, por falta de provas suficientes.
O FIM DO LÍDER DO PAPAQUARA
Quase uma década depois do crime, Dilermano encontrou seu fim em um novo confronto com as forças de segurança. Durante patrulhamento em Ponta das Canas, policiais militares perceberam um homem entrando rapidamente em uma residência e decidiram verificar a situação.
Ao entrar no local, os agentes se depararam com quatro suspeitos armados. Segundo o relatório policial, um deles tentou tomar o fuzil de um PM, o que deu início ao tiroteio. Todos os integrantes do grupo foram mortos no local.
A morte de Dilermano encerra a trajetória de um criminoso marcado por violência, fugas e envolvimento com o crime organizado, mas também reacende a lembrança de um dos casos mais brutais já registrados contra um servidor do sistema prisional catarinense.






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