
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, voltou ao centro do debate nacional após publicar um artigo criticando propostas que defendem o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. Dono de quase 200 lojas espalhadas pelo país, Hang afirmou que o Brasil corre o risco de “escolher o retrocesso” ao discutir menos horas de trabalho enquanto outras economias buscam aumentar produtividade e competitividade.
Segundo o empresário, o excesso de regras trabalhistas estaria sufocando empresas e trabalhadores. Em sua publicação, ele comparou o cenário brasileiro ao dos Estados Unidos, destacando que os americanos teriam avançado economicamente ao flexibilizar relações de trabalho e permitir maior liberdade de negociação entre empresas e funcionários.
EMPRESÁRIO DEFENDE MAIS FLEXIBILIDADE NO MERCADO DE TRABALHO
No texto divulgado nas redes, Luciano Hang argumenta que trabalhadores deveriam ter liberdade para decidir se desejam trabalhar mais horas para aumentar seus ganhos. Para ele, países ricos primeiro cresceram economicamente para depois ampliarem benefícios sociais e qualidade de vida.
Hang também citou exemplos internacionais, como os Estados Unidos e Singapura, afirmando que o Brasil estaria seguindo na direção oposta ao discutir redução da jornada semanal para até 36 horas.
A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores da redução da carga horária e defensores de maior flexibilidade trabalhista.
PECS SOBRE REDUÇÃO DA JORNADA AVANÇAM EM BRASÍLIA
Enquanto o debate cresce nas redes, propostas que alteram a jornada de trabalho seguem em tramitação no Congresso Nacional.
No Senado, a PEC 148/2015 prevê redução gradual das atuais 44 horas semanais para 36 horas. Já na Câmara dos Deputados, propostas discutem modelos como a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.
O governo federal também apresentou um projeto que estabelece limite de 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado sem redução salarial.
Apesar da pressão popular e do avanço das discussões, nenhuma mudança foi aprovada até o momento. Atualmente, segue valendo a jornada máxima de 44 horas semanais prevista na legislação trabalhista brasileira.
DEBATE SOBRE ESCALA 6×1 GANHA FORÇA NAS REDES SOCIAIS
Nos últimos meses, o tema passou a dominar discussões políticas e econômicas no Brasil. Defensores do fim da escala 6×1 afirmam que jornadas menores podem melhorar qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores.
Já empresários e setores produtivos demonstram preocupação com impactos financeiros, aumento de custos operacionais e possíveis reflexos no mercado de trabalho.
Com o avanço das propostas no Congresso, o tema promete continuar no centro das discussões nacionais nos próximos meses.






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