
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a família Bolsonaro após o governo dos Estados Unidos anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A reação do Planalto ocorreu dias depois da visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente Donald Trump na Casa Branca.
Em nota oficial, o governo brasileiro afirmou que integrantes da família Bolsonaro estariam incentivando interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. Lula classificou os envolvidos como “falsos patriotas” e acusou o grupo de agir contra a soberania nacional.
PLANALTO DIZ QUE MEDIDA PODE AFETAR ECONOMIA E SEGURANÇA DO BRASIL
Segundo o governo federal, a decisão americana pode gerar impactos econômicos e jurídicos no país. O comunicado destacou que as facções criminosas brasileiras atuam com foco em lucro através do tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, e não por motivações ideológicas ou religiosas ligadas ao terrorismo internacional.
A gestão Lula também afirmou que medidas unilaterais podem prejudicar investigações, comprometer acordos internacionais e até criar riscos para sistemas financeiros nacionais, incluindo o Pix.
FLÁVIO BOLSONARO SE REÚNE COM TRUMP E DEFENDE CLASSIFICAÇÃO
A polêmica ganhou força após Flávio Bolsonaro confirmar que pediu novamente ao governo americano que classificasse PCC e CV como grupos terroristas. O encontro com Donald Trump aconteceu poucos dias antes do anúncio oficial feito pelo Departamento de Estado dos EUA.
A medida foi divulgada pelo secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou que as facções brasileiras passarão a ser tratadas como “terroristas globais especialmente designados” a partir de junho.
GOVERNO LULA REFORÇA DEFESA DA SOBERANIA NACIONAL
Na nota divulgada nesta sexta-feira, o governo brasileiro declarou que aceita cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas rejeita qualquer tentativa de intervenção estrangeira nas decisões internas do país.
O texto ainda relembra ações recentes do governo contra facções criminosas, como o endurecimento das penas para membros de organizações criminosas e novas operações de combate à lavagem de dinheiro e tráfico de armas.






Comentários desta notícia