
Durante a visita do governador Jorginho Mello (PL) ao Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, neste domingo (20), um protesto emocionado marcou o encontro com a imprensa. Os pais de Ragnar, bebê que morreu durante o parto em abril deste ano, interromperam a coletiva para cobrar respostas e justiça.
Com um cartaz nas mãos e visivelmente abalados, Edemar Leitemberg e Dayla Fernanda relataram diante das autoridades a dor que vivem há 100 dias. “Meu filho foi morto dentro do hospital por negligência médica”, declarou Edemar. O bebê, segundo ele, era saudável, mas não resistiu após ficar preso no canal vaginal durante um parto normal induzido.
A mãe, entre lágrimas, relembrou o momento: “Pedi uma cesárea e a médica disse que o melhor era o parto normal. Se ela tivesse feito a cesárea, meu filho estaria no meu colo hoje”.
A comoção aumentou quando Edemar questionou diretamente o governador sobre a falta de respostas da gestão anterior e o afastamento apenas do médico envolvido, enquanto outros profissionais seguem na unidade. Jorginho Mello respondeu que a Justiça está investigando e que os responsáveis serão punidos, mas evitou aprofundar o debate: “Não vamos criar polêmica com a municipalidade”.
O casal também reclamou da falta de assistência após a tragédia. Por não morarem em Balneário Camboriú, disseram ter sido ignorados pelo município. “O programa Abraço foi uma vez na minha casa. Depois disso, nada”, relatou o pai.
A manifestação encerrou a coletiva. Ao se retirar, o governador tocou no peito de Edemar e resumiu: “Um abraço”. O gesto, considerado frio por parte dos presentes, gerou reações nas redes sociais.
Agora, a família aguarda o desfecho da investigação e reforça o apelo por justiça. “Nosso filho não volta, mas queremos que ninguém mais passe por essa dor”, afirmou Dayla.






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