
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta segunda-feira (5), em Campo Mourão (PR), a mulher investigada pela morte do personal trainer Guilherme Montani, de 34 anos. A confirmação foi feita pela Delegacia de Homicídios de Itajaí, que conduz o inquérito. A suspeita, Juliana Ferraz, de 31 anos, ex-companheira da vítima, estava com mandado de prisão temporária em aberto e foi reconhecida enquanto caminhava pela cidade.
CRIME ACONTECEU APÓS TÉRMINO DO RELACIONAMENTO
De acordo com as investigações, o assassinato ocorreu no dia 18 de novembro do ano passado, no Centro de Itajaí. Guilherme havia acabado de sair do trabalho em uma academia quando foi surpreendido pela atiradora, próximo à Praça dos Correios. A polícia apura que o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte da autora.
EXECUÇÃO EM VIA PÚBLICA CHOCOU MORADORES
O personal trainer foi atingido por aproximadamente 15 tiros de pistola calibre 9 milímetros, principalmente na região do tórax e da cabeça. Os disparos foram ouvidos por moradores e até por policiais militares que estavam no quartel da PM, a poucos quarteirões do local. Guilherme caminhava em direção à sua motocicleta quando foi atacado, a cerca de 50 metros da academia.
PERUCA FOI USADA PARA DIFICULTAR IDENTIFICAÇÃO
As apurações indicam que a suspeita utilizou uma peruca como disfarce durante a ação. O objeto foi encontrado posteriormente na Rua XV de Novembro, escondido atrás de um vaso, e recolhido pela Polícia Científica para perícia. Após os disparos, a mulher teria fugido do local em um veículo, possivelmente solicitado por aplicativo.
NOIVA ESTAVA NAS PROXIMIDADES NO MOMENTO DO CRIME
No momento do assassinato, a noiva de Guilherme, Anna Júlia, estava nas imediações. Ela havia saído para buscar o carro e, ao retornar após ouvir os tiros, encontrou o companheiro já sem vida. Horas antes, o casal havia definido a data do casamento na igreja e retornado recentemente de uma viagem a Fernando de Noronha.
INVESTIGAÇÃO SEGUE EM ANDAMENTO
A Polícia Civil de Itajaí segue investigando o caso e ainda não divulgou detalhes sobre a transferência da suspeita para Santa Catarina. A prisão no Paraná representa um avanço importante no esclarecimento do crime, considerado um dos mais impactantes registrados na cidade nos últimos anos.






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