
As autoridades bolivianas autorizaram a extradição de Michael Luciano Borzas, cidadão romeno acusado de invadir a casa da ex-namorada, assassinar um homem e incendiar o imóvel em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. A decisão ocorre oito meses após sua prisão na região de fronteira entre Peru e Bolívia, onde ele aguardava o trâmite judicial.
Segundo o advogado Werbevan de Castro, representante da família da vítima fatal, o despacho confirma um passo importante para que Borzas seja julgado no Brasil. “A decisão renova a esperança de responsabilização pelos crimes praticados. Agora, esperamos celeridade no processo para que o acusado seja trazido o quanto antes”, afirmou.
CRIME EM CONDOMÍNIO DE LUXO
O caso aconteceu em 20 de janeiro de 2025, quando o romeno teria ido ao endereço da família de sua ex-companheira, num condomínio de alto padrão em Balneário Camboriú. Ao não encontrar a jovem, ele teria atirado contra uma funcionária, matado o marido dela e ateado fogo na residência antes de fugir.
De acordo com investigações da Polícia Militar de Santa Catarina, Borzas já havia ameaçado a ex-namorada e, dias antes do ataque, tentou matá-la ao não aceitar o término do relacionamento iniciado pela internet.
EXPECTATIVA PELO JULGAMENTO NO BRASIL
Borzas foi preso em 28 de janeiro de 2025, na fronteira entre Bolívia e Peru. Desde então, permanecia sob custódia à espera da definição sobre sua extradição. Para a defesa da vítima, a medida representa um avanço na busca por justiça.
“O compromisso é garantir que ele responda a todos os crimes e que a memória da vítima seja respeitada”, destacou o advogado. A previsão é que, concluídos os trâmites formais, o acusado seja entregue às autoridades brasileiras para iniciar o processo judicial.






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