
Após semanas de investigação e buscas, a polícia prendeu nesta terça-feira (20) o jornalista Rodrigo Oliveira dos Santos, apontado como principal suspeito da morte do empresário e influenciador Robson Maldonado Malinoski. O suspeito foi localizado no município de Canavieiras, no sul da Bahia, a milhares de quilômetros do local onde o crime ocorreu, em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina.
A prisão foi realizada no bairro São Sebastião, por volta das 11h, depois que a Justiça catarinense decretou a prisão preventiva. A ação foi resultado de um trabalho integrado entre a Polícia Militar da Bahia, a 71ª Companhia Independente, o Comando de Policiamento da Região Sul e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Ilhéus.
ASSASSINATO OCORREU NO FIM DE DEZEMBRO EM CAMBORIÚ
O crime aconteceu no dia 29 de dezembro de 2025, dentro do apartamento onde vítima e suspeito moravam juntos, na Rua Santa Terezinha, no bairro São Francisco. Robson Maldonado Malinoski, de 37 anos, foi morto com três golpes de faca no tórax, segundo a perícia.
Câmeras de segurança do edifício registraram o momento em que o jornalista entra no prédio e deixa o local pouco tempo depois, segurando uma faca com marcas de sangue, imagens que passaram a ser peças-chave da investigação.
ROTA DE FUGA E PERÍODO COMO FORAGIDO
Logo após o homicídio, Rodrigo teria se deslocado até Itajaí, onde visitou a residência da mãe, no bairro Cordeiros. Em seguida, deixou a região utilizando transporte por aplicativo e passou a ser considerado foragido.
O corpo de Robson foi encontrado por familiares, que acionaram o Samu. A equipe de socorro confirmou a morte ainda no local.
RELACIONAMENTO CONTURBADO E DESDOBRAMENTOS DO CASO
Familiares relataram à polícia que o relacionamento entre os dois havia chegado ao fim e era marcado por conflitos e episódios de agressão contra a vítima. Mesmo após o término, Robson continuava auxiliando o ex-companheiro por conta do estado de saúde do pai do suspeito.
Após a prisão, o jornalista deverá ser transferido para Santa Catarina, onde ficará à disposição do Judiciário para responder pelo crime.






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