
O verão começa oficialmente ao meio-dia e três minutos deste sábado (21), trazendo mudanças importantes no comportamento do clima em Santa Catarina. A estação será marcada pelo aumento das temperaturas e por um regime de chuvas bastante irregular em todo o estado. A tendência foi definida durante o 235º Fórum Climático Catarinense, que reuniu órgãos de monitoramento e pesquisadores da área meteorológica.
CHUVA IRREGULAR MARCA O INÍCIO DA ESTAÇÃO
Desde o começo de dezembro, Santa Catarina já vem registrando precipitações mal distribuídas. A previsão indica que essa característica deve persistir nos próximos meses, especialmente no Grande Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul, onde os volumes devem ficar abaixo da média histórica. Em contrapartida, o Litoral concentra o período mais chuvoso do ano, com destaque para áreas entre a Grande Florianópolis e o Norte catarinense.
CALOR VOLTA A GANHAR FORÇA
Após uma primavera com temperaturas mais baixas do que o normal, o verão marca o retorno do calor intenso. Dias mais longos, maior incidência de radiação solar e tardes ensolaradas favorecem a elevação das temperaturas. Mesmo em regiões com menos chuva, continuam ocorrendo temporais típicos da estação, que podem vir acompanhados de rajadas de vento, granizo e volumes elevados de chuva em curto espaço de tempo.
JANEIRO COM MAIS CHUVA E RISCO DE EVENTOS EXTREMOS
A tendência é de que janeiro apresente aumento na frequência das chuvas, principalmente por influência da circulação marítima. Em alguns períodos, os acumulados podem ser elevados e provocar alagamentos, enxurradas e transtornos urbanos, sobretudo no Litoral e áreas próximas. Em fevereiro, o padrão volta a ser mais irregular, mas o litoral segue sob influência da umidade vinda do oceano.
INFLUÊNCIA DA LA NIÑA AINDA EM MONITORAMENTO
O resfriamento das águas do Pacífico Equatorial indica condições favoráveis à atuação da La Niña, mesmo sem a confirmação oficial do fenômeno. Esse cenário ajuda a explicar o comportamento irregular das chuvas e as diferenças entre as regiões catarinenses, com reflexos diretos na agricultura, no abastecimento de água e no risco de desastres naturais.
VERÃO CONCENTRA MAIOR NÚMERO DE OCORRÊNCIAS
O trimestre entre dezembro e fevereiro é historicamente o período com mais registros de desastres em Santa Catarina. Além das enxurradas, comuns em janeiro, o verão também é marcado por vendavais associados a tempestades rápidas e intensas, com rajadas de vento significativas.
DEFESA CIVIL ALERTA PARA CUIDADOS
A Proteção e Defesa Civil orienta a população a redobrar a atenção durante temporais. Entre as recomendações estão evitar áreas alagadas, não atravessar pontes submersas e manter distância de rios durante chuvas fortes. Em casos de ventos intensos, raios e granizo, o ideal é buscar abrigo seguro, longe de árvores e estruturas frágeis. No litoral, a orientação é sair da água ao primeiro sinal de tempestade.
Com a chegada oficial do verão, o alerta é para acompanhar as previsões e manter atenção redobrada, já que a estação combina calor intenso com mudanças rápidas nas condições do tempo.






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