
Uma família de Navegantes vive um drama após perder a filha prestes a nascer. A gestante Thauanny Beatriz Amancio da Silva Cardoso, de quase 41 semanas, afirma que procurou atendimento no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, no último sábado (9), após sentir contrações. Segundo ela, os médicos avaliaram que não havia dilatação suficiente e orientaram que voltasse para casa.
Até a quarta-feira anterior (6), um ultrassom indicava que a bebê, chamada Maitê, estava saudável e em pleno desenvolvimento. No entanto, horas depois da ida ao hospital, a família foi surpreendida com a notícia de que a criança havia morrido dentro do útero.
Relatos de dor e sofrimento durante a indução
Mesmo após a constatação do óbito, Thauanny foi submetida a mais de 12 horas de indução do parto. Ela afirma que enfrentou dores intensas, mesmo com uso de morfina, e que houve manobras forçadas para retirada da bebê.
“Eu estava com medo, com muita dor, e pedi para fazerem a cesárea. Mesmo assim, insistiram em continuar a indução até o fim”, contou a mãe.
O pai, Stênio Rangel Cardoso de Souza, relatou que a cena no momento do nascimento foi desesperadora. “Nossa filha saiu com o corpo machucado, ombro deslocado e cabeça deformada. Não conseguimos nem colocar roupinha para o velório, tivemos que enrolá-la num pano”, disse, emocionado.
Acusações contra a equipe médica
A família afirma que solicitou cesariana na noite anterior, mas o pedido não foi atendido. Eles responsabilizam o hospital por falta de humanização e descaso.
“Ela não está mais aqui por causa de negligência. Tudo o que preparamos para recebê-la ficou sem sentido”, lamentou Thauanny.
Posicionamento do hospital
O Hospital Marieta divulgou nota informando que instaurou uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do caso. Segundo a instituição, a investigação será feita com transparência, preservando a dignidade e a privacidade dos envolvidos. O resultado será encaminhado aos órgãos competentes e à sociedade.






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