
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, relatou a aliados que sofre de pesadelos frequentes e evita se alimentar para não provocar crises de soluço. Além disso, demonstrou preocupação com a segurança do filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diante da disputa eleitoral deste ano.
APOIO RELIGIOSO E ALIADOS CONFIRMAM TRAUMA EMOCIONAL
O bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que acompanha Bolsonaro com autorização do STF, disse que o ex-presidente está “traumatizado” e se sente impotente diante da situação. Segundo Rodovalho, Bolsonaro teme por sua integridade e a de familiares, e apresenta sinais de ansiedade e angústia durante as visitas.
Aliados que estiveram com Bolsonaro recentemente confirmam que ele tem dormido mal e evita refeições completas. “Ele não se alimenta direito por receio de provocar o soluço”, afirmou o bispo à imprensa.
ROTINA NA PRISÃO INCLUI LEITURA, BANHO E CAMINHADAS CURTAS
De acordo com a perícia médica da Polícia Federal, o ex-presidente mantém uma rotina diária estruturada: assiste a programas esportivos na TV, toma banho e faz a barba pela manhã, lê livros e realiza pequenas caminhadas à tarde, após um breve descanso pós-almoço.
STF MANTÉM PRISÃO; DEFESA BUSCAVA PRISÃO DOMICILIAR
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Nesta quinta-feira (5), a Primeira Turma do STF analisa o recurso da defesa para que ele cumpra prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes já havia negado o pedido, argumentando que Bolsonaro recebe intenso fluxo de visitas de políticos e autoridades, o que indicaria boa condição física e mental.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou que a prisão domiciliar humanitária deve ser concedida apenas quando o tratamento médico necessário não possa ser oferecido na unidade prisional.






Comentários desta notícia