
Durante um protesto realizado no Largo da Alfândega, em Florianópolis, nesta semana, uma representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criticou duramente o Governo de Santa Catarina por investir em veículos blindados de fabricação israelense para a Polícia Militar.
A estudante Sofia afirmou que os recursos usados para comprar “tanques de Israel” deveriam estar sendo aplicados na educação e assistência estudantil. Segundo ela, o governo está priorizando o armamento da polícia enquanto alunos da universidade enfrentam dificuldades básicas.
“Enquanto os estudantes passam 16 horas esperando entre uma refeição e outra no RU, o governador gasta dinheiro das nossas famílias com tanques e armas, armando a polícia para pegar jovem na periferia”, declarou.
Ela também citou a viagem da vice-prefeita de Florianópolis, Marilisa Boehm, a Israel, chamando a missão oficial de “turismo diplomático”. Para a representante do DCE, a iniciativa não representa soberania nacional: “O povo não decide para onde vai o dinheiro”, completou.
Críticas aos EUA e a Donald Trump
O protesto, que reuniu estudantes e movimentos populares, também teve fortes críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Faixas e cartazes pediam o rompimento de relações com Israel e denunciavam o que chamaram de “projeto imperialista norte-americano”.
Os manifestantes acusaram Trump de interferir nos assuntos internos do Brasil, especialmente nas investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo os organizadores do ato, as declarações recentes de Trump em apoio a Bolsonaro e a ameaça de tarifas sobre produtos brasileiros são uma afronta à soberania nacional.
“O povo é insubmisso. Vamos barrar Trump, o imperialismo e o sistema que mata o nosso povo todo dia”, disse a estudante, referindo-se à repressão policial nas comunidades mais pobres.
O evento foi organizado por coletivos estudantis e movimentos sociais ligados à UFSC. Até o momento, nem o Governo do Estado nem a Prefeitura de Florianópolis comentaram as críticas.






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