
Uma mobilização em defesa dos direitos dos animais e por justiça ao cachorro comunitário Orelha acontece neste domingo (1º), a partir das 9h, na Praça Almirante Tamandaré, em Balneário Camboriú. A manifestação busca chamar a atenção da sociedade para casos de maus-tratos e reforçar a importância da proteção animal.
Batizado de “Justiça pelo Orelha”, o ato convida moradores, voluntários, entidades e apoiadores da causa a participarem de forma pacífica, promovendo uma mensagem de respeito, empatia e responsabilidade com os animais.
Mobilização pede punições mais rigorosas para crimes
Organizada pela ONG Viva Bicho, a iniciativa tem como principal objetivo cobrar das autoridades leis mais rígidas e ações efetivas contra a violência animal. Além disso, o movimento denuncia a falta de respostas rápidas em casos de crueldade.
De acordo com os organizadores, a manifestação terá caráter simbólico e educativo, buscando conscientizar a população sobre o cuidado com animais comunitários e a importância da denúncia.
“O sofrimento do Orelha não pode ser esquecido. Ele representa milhares de animais que enfrentam abandono e violência diariamente”, destaca o manifesto divulgado pelos organizadores.
Caso Orelha gerou comoção e revolta
Segundo a Polícia Civil, as agressões que resultaram na morte de Orelha ocorreram no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. No entanto, a denúncia formal só foi registrada no dia 16 do mesmo mês.
As investigações apontam que o mesmo grupo de adolescentes também teria tentado afogar outro cachorro comunitário, conhecido como Caramelo. Testemunhas relataram que o animal foi arremessado ao mar, e há registros em vídeo que reforçam a denúncia.
Animal foi resgatado, mas não resistiu aos ferimentos
Orelha foi encontrado em estado grave por moradores da região e encaminhado com urgência para atendimento veterinário. Apesar dos esforços da equipe médica, o cachorro não resistiu à gravidade das lesões e precisou ser submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro.
O caso provocou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a necessidade de políticas públicas mais eficientes para a proteção animal.






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