
Em reunião realizada na noite de terça-feira, os delegados do Plano Diretor aprovaram a liberação para a construção de edifícios na Praia de Laranjeiras, uma das áreas mais conhecidas pelo turismo e, até então, preservada da especulação imobiliária.
A decisão representa uma mudança significativa no uso do espaço e levanta preocupações sobre os impactos no meio ambiente, na mobilidade e na identidade do local.
PEDIDOS POR PLANEJAMENTO ESPECIAL SÃO IGNORADOS
Propostas de proteção não tiveram apoio da maioria
Durante a audiência, diversos participantes defenderam a criação de um plano específico para Laranjeiras, com regras mais rígidas de ocupação. No entanto, os apelos não foram atendidos pela maioria dos delegados.
O secretário de Planejamento, Carlos Humberto Silva, que presidiu a reunião, conduziu os trabalhos e defendeu a realização da votação de forma rápida, mesmo diante das manifestações contrárias.
APROVAÇÃO AINDA DEPENDE DE TRÂMITES LEGAIS
Câmara e Prefeitura ainda precisam se posicionar
Apesar da decisão dos delegados, o projeto ainda precisa passar pela Câmara de Vereadores e pela sanção da prefeita Juliana Pavan para ter validade definitiva.
Enquanto isso, as regras aprovadas já orientam os próximos encaminhamentos para futuras construções na região.
VEJA AS REGRAS DEFINIDAS PARA AS NOVAS CONSTRUÇÕES
Parâmetros estabelecem limites para os empreendimentos
De acordo com o que foi aprovado, os novos prédios deverão seguir os seguintes critérios:
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Coeficiente básico de aproveitamento: 1,5
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Coeficiente adicional adquirido do município: 1,0
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Tamanho mínimo das unidades residenciais: 60 m²
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Tamanho mínimo das unidades comerciais: 35 m²
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Afastamento lateral: 1,5 m para o primeiro pavimento, com acréscimo de 1 m por andar
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Altura máxima: 18 metros
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Número máximo de pavimentos: 5 andares
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Subsolo: permitido
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Taxa de permeabilidade: 25%
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Cobertura vegetal: 25%
IMPACTOS NA PAISAGEM E NO TURISMO GERAM PREOCUPAÇÃO
Moradores e ambientalistas acompanham com atenção
A liberação para edificações em Laranjeiras preocupa moradores, comerciantes e defensores do meio ambiente, que temem a descaracterização da praia, aumento do fluxo de veículos e pressão sobre a infraestrutura local.
Para muitos, a decisão pode comprometer o modelo turístico sustentável que marcou a região ao longo dos anos.
DEBATE DEVE CONTINUAR NOS PRÓXIMOS MESES
População cobra mais participação nas decisões
Com o tema ainda em análise pelos vereadores e pela Prefeitura, a expectativa é de que novas discussões ocorram nos próximos meses.
Entidades comunitárias e lideranças locais defendem mais diálogo e transparência antes da aprovação final, buscando garantir que o desenvolvimento não aconteça em prejuízo da preservação ambiental e da qualidade de vida.
Com informações Página 3






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