
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quinta-feira (12) revogar a autorização que permitiria a visita de um assessor do governo do ex-presidente americano Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília.
A mudança de posição ocorreu após manifestação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que alertou para o risco diplomático do encontro, especialmente por ocorrer em um período eleitoral no país.
ENCONTRO NÃO ESTAVA PREVISTO NA AGENDA DIPLOMÁTICA
O assessor americano Darren Beattie havia solicitado autorização para visitar Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil. No entanto, segundo o Itamaraty, o visto concedido ao integrante do governo americano tinha outra finalidade.
De acordo com o ministério, Beattie entrou no país para participar de discussões sobre minerais críticos e reuniões institucionais com autoridades brasileiras. A possível visita ao ex-presidente brasileiro não fazia parte da agenda oficial informada previamente.
Na decisão, Moraes destacou que o encontro não foi comunicado às autoridades diplomáticas do Brasil e que isso poderia até motivar uma reavaliação do visto concedido ao assessor estrangeiro.
STF CITA RISCO DE INGERÊNCIA INTERNACIONAL
Ao justificar a nova decisão, o ministro reproduziu o alerta do governo brasileiro sobre as implicações políticas da visita.
Segundo o despacho, a presença de um representante de um governo estrangeiro em reunião com um ex-presidente brasileiro preso, em pleno ano eleitoral, poderia ser interpretada como tentativa de interferência em assuntos internos do país.
DEFESA DE BOLSONARO HAVIA SOLICITADO O ENCONTRO
O pedido para a visita foi apresentado pela defesa de Bolsonaro no início da semana. Os advogados informaram que Beattie permaneceria poucos dias no Brasil e teria disponibilidade para ir ao presídio apenas nos dias 16 e 17 de março.
Com a nova decisão do STF, o encontro não poderá ocorrer.






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