
Durante sessão na Câmara de Balneário Camboriú, o vereador Marcelo Achutti (MDB) chamou atenção ao usar um “nariz de Pinóquio” enquanto criticava duramente a administração do Hospital Regional Ruth Cardoso. A manifestação foi direcionada ao secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, que apresentou um balanço sobre os primeiros meses da nova gestão da unidade.
Na tribuna, o parlamentar afirmou que a realidade relatada pelo governo não corresponde ao que pacientes e profissionais enfrentam diariamente. Segundo ele, faltam insumos, há reclamações de atraso ou erros em pagamentos e o atendimento tem gerado insatisfação na população.
RECLAMAÇÕES SOBRE ATENDIMENTO E ESTRUTURA
Achutti afirmou que o hospital, referência para a região, enfrenta dificuldades que vão desde falta de médicos até demora no pronto-socorro. Para o vereador, a situação contrasta com o discurso oficial de que o atendimento estaria funcionando normalmente.
O parlamentar também destacou que funcionários estariam descontentes com a gestão atual e relatou que moradores têm procurado vereadores e veículos de comunicação para denunciar problemas no atendimento.
GESTÃO DA VIVA RIO NA MIRA
Desde dezembro, o hospital passou a ser administrado pela organização social Viva Rio, contratada pelo governo do estado de Santa Catarina. A mudança ocorreu durante a gestão do governador Jorginho Mello.
Achutti questionou a transparência da nova administração, principalmente em relação à escala de médicos e à falta de materiais hospitalares. Ele também afirmou que a produtividade da unidade teria caído nos últimos meses.
CONTRATO MILIONÁRIO
O contrato firmado entre o governo estadual e a organização prevê a gestão do hospital por cinco anos, com investimentos que ultrapassam R$ 533 milhões.
Para o vereador, a classe política precisa cobrar explicações e acompanhar de perto a execução do contrato para garantir melhorias no atendimento à população da região.
DEBATE GANHA AS REDES
O discurso com o “nariz de Pinóquio” repercutiu nas redes sociais e reacendeu a discussão sobre filas no pronto-socorro, falta de leitos e a qualidade do atendimento no hospital que atende moradores de todo o litoral norte catarinense.






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