
A Polícia Militar de Santa Catarina iniciou uma força-tarefa para reprimir a prática da chamada farra do boi, considerada ilegal e enquadrada como crime ambiental. A operação segue até o início de abril e concentra esforços principalmente no período da Quaresma e da Semana Santa, quando historicamente há maior registro de ocorrências.
O trabalho envolve fiscalização em rodovias, monitoramento com drones e apuração de denúncias feitas pela população. A estratégia é preventiva, buscando impedir a realização dos eventos antes que os animais sejam submetidos à violência.
REGIÕES DO LITORAL ESTÃO ENTRE AS MAIS MONITORADAS
As ações se concentram em municípios onde houve registros anteriores ou suspeitas de organização clandestina, incluindo Florianópolis, São José, Balneário Camboriú, Tubarão, Bombinhas, Governador Celso Ramos e São João Batista.
Além do policiamento ostensivo, há atuação conjunta com órgãos de fiscalização sanitária e agropecuária, ampliando o controle sobre transporte de animais e possíveis locais usados para a prática.
LEGISLAÇÃO PREVÊ MULTAS DE ATÉ R$ 20 MIL
A repressão é baseada em leis federais e estaduais que punem atos de abuso, ferimentos ou mutilação de animais. Quem promover ou divulgar a farra pode receber multa de até R$ 20 mil.
Participantes, intermediários na venda do animal, responsáveis pelo transporte e até donos de imóveis utilizados também podem ser penalizados, com multas a partir de R$ 10 mil. Em caso de reincidência, os valores são dobrados.
CASOS REGISTRADOS ACENDEM ALERTA DAS AUTORIDADES
No último ano, seis ocorrências foram identificadas no estado. Durante as operações, animais foram resgatados e houve aplicação de penalidades administrativas por maus-tratos, reforçando a necessidade de intensificar a fiscalização.
ENTENDA O QUE É A FARRA DO BOI
Associada a antigas manifestações culturais de origem açoriana, a prática consiste em perseguir e agredir o animal até a exaustão, muitas vezes resultando em morte. Apesar de ainda defendida por pequenos grupos, a atividade é proibida no Brasil há décadas e ocorre de forma clandestina.
COMO DENUNCIAR
A população pode colaborar denunciando movimentações suspeitas pelo telefone 190 ou por aplicativos oficiais, ajudando as autoridades a impedir novos casos.
A pergunta que fica é: tradição pode justificar sofrimento animal?
Denunciar é um passo essencial para que cenas de violência não se repitam.






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