
A deputada federal Ana Paula Lima (PT) protocolou uma Notícia de Fato no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra o governador Jorginho Mello (PL) após a divulgação de um vídeo que, segundo ela, contém desinformação e incitação clara à violência contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O documento entregue ao MP relata que, em 7 de novembro de 2025, o governador publicou um vídeo nas redes sociais distorcendo o conteúdo do decreto nº 12.710/2025, que institui o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. Segundo a parlamentar, Jorginho Mello atribuiu falsamente ao decreto a ideia de “escolta policial a invasores de terra”, usando a narrativa para atacar o MST e alimentar a hostilidade contra movimentos sociais — afirmação que não tem respaldo no texto da norma.
VÍDEO MOSTRA GOVERNADOR EMPUNHANDO UM PORRETE
Imagens anexadas à representação mostram o governador segurando um pedaço de madeira enquanto grava o vídeo com críticas direcionadas ao governo federal. A deputada afirma que a publicação desencadeou centenas de comentários com ameaças, ofensas e incentivos à violência física, todos registrados e enviados ao MP como prova.
Para Ana Paula, a atitude do governador afronta o Estado Democrático de Direito e coloca em risco a integridade de defensores de direitos humanos. “É inadmissível que uma autoridade utilize seu cargo para disseminar mentiras e estimular violência. Santa Catarina não pode ser governada pela lógica da intimidação”, declarou.
DEPUTADA PEDE RETRATAÇÃO E RESPONSABILIZAÇÃO DO GOVERNADOR
A Notícia de Fato solicita que o Ministério Público tome providências como a retirada imediata do vídeo, a exigência de uma retratação pública e a responsabilização civil e criminal de Jorginho Mello por incitação à violência e divulgação de fake news.
A deputada destaca ainda que o caso exige resposta rápida das instituições. “Não podemos permitir que autoridades transformem desinformação em arma política. Isso não condiz com a responsabilidade do cargo que ocupam”, afirmou.






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