
A Praia do Pinho, ponto histórico por ser reconhecida como a primeira área oficial de naturismo do Brasil, voltou ao centro de uma discussão acalorada após novas declarações do vereador Anderson Santos (PL), de Balneário Camboriú. O parlamentar afirma que o local estaria sendo usado para encontros sexuais e práticas consideradas “promíscuas”, destoando da proposta original do naturismo.
Segundo Santos, as denúncias se intensificaram após ele receber reclamações constantes de moradores da região. Em fiscalizações realizadas recentemente, o vereador relatou ter encontrado preservativos, lenços umedecidos, garrafas de bebida e outros materiais que, segundo ele, reforçam o uso inadequado da praia. O político afirmou ainda ter presenciado “atos obscenos” em plena luz do dia, o que classificou como falta de controle e descumprimento das diretrizes naturistas.
O vereador também destacou que os moradores do entorno têm relatado sensação de insegurança e incômodo com o movimento noturno e a presença de frequentadores que, segundo eles, não estão ali pelo naturismo, mas por outras finalidades. Para Santos, a legislação atual dificulta a atuação das forças de segurança, já que o reconhecimento da área como praia naturista “abre margem para abusos sob o pretexto do nudismo”.
Para tentar reverter o cenário, Anderson Santos está defendendo um projeto de lei que busca proibir o naturismo no local. A proposta, segundo ele, visa facilitar a fiscalização policial e transformar a Praia do Pinho em um ambiente voltado para famílias.
“Queremos recuperar o respeito e devolver à população um espaço tranquilo, seguro e compatível com o turismo que Balneário Camboriú oferece”, afirmou.
A iniciativa deve gerar debates intensos entre moradores, naturistas e defensores da liberdade corporal, reacendendo uma discussão que envolve tradição, segurança pública e o futuro do turismo na região.






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