
Um Projeto de Lei que tramita na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú pode mudar a rotina de quem costuma alimentar pombos na cidade. Se aprovado, o Projeto de Lei Ordinária nº 135/2025 irá proibir essa prática e prevê aplicação de multa de uma Unidade Fiscal Municipal (UFM), equivalente a R$ 431,54 em 2025, a quem for flagrado oferecendo comida às aves.
A proposta é assinada pelos vereadores Jade Martins (MDB) e Samir Dawud (Cidadania), que justificam a medida com base nos riscos à saúde pública provocados pelos pombos urbanos. “Conheci uma pessoa que teve uma doença transmitida pelas fezes do pombo e perdeu a visão, audição e fala. Quando me deparei com esse caso real, entendi a necessidade de ação legislativa”, afirmou Jade Martins.
Perigo invisível
Segundo Germano Campos Neto, coordenador do Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU), a população precisa ser mais consciente. “Muita gente acha o pombo bonitinho, mas não sabe que ele pode transmitir doenças como salmonelose, histoplasmose e dermatite. Eles aparecem onde tem comida, por isso precisamos mudar o comportamento das pessoas”, destaca.
Regras propostas pelo projeto incluem:
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Proibição de manter abrigos destinados ao alojamento de pombos urbanos;
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Imóveis com sinais de infestação deverão adotar medidas de controle, como instalação de redes ou barreiras;
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A prefeitura poderá contratar empresas para remoção segura das aves em áreas infestadas;
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Exceção será feita apenas para criadores de pombos-correios devidamente regulamentados e com controle sanitário.
E a população?
O tema vem gerando debate. Uma enquete vinculada à proposta pergunta aos cidadãos se são a favor ou contra alimentar pombos urbanos. A questão vai além do costume: envolve saúde pública, controle ambiental e convivência urbana.
E você, é a favor ou contra a proibição?





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